A varanda não é apenas uma sala sem paredes. Ela propõe outro ritmo. Ali, a temperatura, o som e a luz deixam de ser completamente controlados e passam a participar do cotidiano.
Esses espaços de transição podem ser discretos: um recuo na fachada, uma sombra junto à porta, um banco voltado para o jardim. O que os define é a possibilidade de permanecer entre duas condições.
Ao projetar, buscamos dar espessura a esse encontro. A profundidade de uma cobertura, a posição de uma abertura e o desenho do piso mudam a maneira como o corpo percebe a passagem entre o interior e a paisagem.
Nem todo espaço precisa de um nome ou de uma função permanente. Às vezes, o melhor lugar da casa é aquele que fica disponível para o que ainda vai acontecer.
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